Quem erra? No que erra? Nós mesmos, na Ordem que damos às coisas. Quem nasceu primeiro, os pais ou os filhos? A quem se dá prioridade nos dias de hoje, ao que veio primeiro, ou ao que veio depois? A quem se dá o volante para conduzir a vida familiar, ao que está em idade de procriar e gerar mais vida, ou àquele que há pouco tempo foi trazido ao Mundo? A quem é que damos o leme para dirigir o nosso barco, o que traz o sustento para casa, ou aquele que ainda pouco produz?Desde cedo que entregamos aos nossos filhos (ao bebé, à criança, ao adolescente e ao jovem) as rédeas do nosso Cavalo. Quando são bebés, logo cedo, muitas vezes são eles que ditam as rotinas, no lugar de ser os próprios pais, por exemplo quando ele chora, dá-se de imediato a mama, para atender as suas necessidades. Alguns dizem que é para não criar ansiedade e que essa é prejudicial nos bebés. Mas será mesmo assim?
Depois quando são crianças e já sabem falar, vão connosco ao supermercado e dizem que querem isto ou aquilo, na maioria das vezes brinquedos, ou outras vezes comidas com marketing adequado aos mais pequenos. Com receio da birra, ou com a ideia de dar aos nossos filhos o que não tivemos, lá cedemos aos pedidos. Quando são adolescentes, argumentam com várias justificativas e muita chantagem emocional, que precisam incondicionalmente daquele telemóvel, PlayStation ou o quer que seja. E nós? Damos. Chegam à idade em que se começam a tornar adultos, mas ainda dependentes dos pais, e a necessidade muda para um carro, por exemplo. Como é que eles vão para a Universidade? Então, vamos a um stand e eles que escolham. (Os transportes públicos não permitem a flexibilidade necessária para um jovem ir para a Universidade e conseguir concluir todos os seus inúmeros afazeres diários!?)Segundo Bert Hellinger, estas nossas atitudes são bastante prejudiciais para a harmonia familiar. O (re-)criador das Constelações Familiares diz no seu livro "Liebe und Schicksal" (Amor e Destino) que "...os anteriores [os que nasceram mais cedo] são os maiores e os posteriores [os que nasceram mais tarde] os mais pequenos. Ninguém que é mais pequeno, que então nasceu mais tarde, pode-se intrometer na questão dos anteriores [dos que nasceram mais cedo]."
Ora, sendo os pais os que nasceram primeiro, os que são os maiores, os que são os adultos responsáveis pelos menores, portanto os que nasceram depois... para a saúde da família, é fundamental que sejam também eles que tomem as rédeas, que peguem no volante, que segurem o leme, para conduzir a vida familiar. Mais, e as necessidades prioritárias a serem saciadas deve de ser do adulto e não da criança É duro o que vou escrever, mas é a pura realidade. Se na família a criança falecer, o adulto consegue procurar sustento e até procriar, ou seja, gerar nova vida. Mas se o adulto morrer, o mesmo não acontece com a criança Talvez por isso, em muitas casas tradicionais, e talvez mais rurais, quem é servido primeiro é o pai, depois a mãe e depois os filhos por ordem decrescente de idades.
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